A nova geração no mercado de trabalho em 2026: por que a CLT não é mais suficiente
Por: Aline Santiago - Analista de Conteúdo na Somapay
24 dez 2025 | Atualizado em 24 dez 2025
Finanças Pessoais
Em 2026, o mercado de trabalho brasileiro poderá viver um ponto de inflexão. Com a Geração Z (jovens nascidos entre 1995 e 2010) ocupando cada vez mais espaço nas organizações, as expectativas em relação ao trabalho mudaram de forma estrutural.
Digital por natureza, orientada por propósito e pouco tolerante a modelos rígidos, essa geração não rejeita o trabalho formal, mas questiona formatos que não acompanham seu ritmo, seus valores e sua busca por autonomia.
Nesse contexto, a CLT, embora continue sendo importante, já não responde sozinha às novas demandas. Flexibilidade, liberdade financeira e benefícios personalizados passaram a pesar tanto quanto salário e estabilidade, exigindo das empresas uma revisão da forma como se relacionam com seus talentos.
A Geração Z e a crise do modelo tradicional
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em junho de 2025, mostrou que 59% dos brasileiros preferem trabalhar por conta própria, como autônomos ou PJ, em vez de manter um emprego formal. Entre jovens de 16 a 24 anos, esse número sobe para 68%, enquanto apenas 28% demonstram preferência pela carteira assinada.
Essa mudança de comportamento já se reflete no mercado: entre 2014 e 2025, a participação de trabalhadores CLT caiu de 41% para 38,1%, enquanto os profissionais PJ passaram a representar 25,2% da força de trabalho.
Diante desse cenário, as empresas passam a enfrentar um desafio: como oferecer vínculos mais flexíveis sem perder organização, controle e atratividade? A resposta começa pela forma como essas relações são operacionalizadas, especialmente por meio da tecnologia.
Uma geração conectada exige soluções digitais
Para a nova geração, experiências digitais não são diferencial, são pré-requisito. Processos burocráticos, como por exemplo ir a uma agência bancária, podem ser vistos como ultrapassados.
Oferecer uma conta salário digital integrada ao ecossistema de benefícios pode ser uma solução para empresas que desejam se manter competitivas. Entre os principais ganhos estão:
- Abertura de conta diretamente pelo aplicativo, sem burocracia;
- Gestão de salário, benefícios e despesas profissionais em uma única plataforma;
- Flexibilidade e autonomia financeira no dia a dia.
Ao simplificar a relação financeira, a empresa não apenas ganha eficiência operacional, mas cria espaço para algo ainda mais relevante para esse público: a possibilidade de escolha. E é exatamente essa necessidade de escolha que amplia o debate sobre benefícios.
Benefícios flexíveis: personalização e autonomia
Vale-refeição, vale-alimentação e vale-transporte, por si só, já não atendem à diversidade de estilos de vida e prioridades da Geração Z. Os cartões de benefícios flexíveis surgem como uma evolução natural desse processo, onde o colaborador passa a gerenciar todos os benefícios em um único cartão. Não por acaso, a adesão a esse modelo cresceu de 26,2% em 2021 para 44,2% das empresas em 2025.
O cartão multibenefícios permite acesso a categorias como:
- Auxílio Home Office: apoio para ergonomia, internet e equipamentos;
- Vale Cultura e Bem-Estar: incentivo à saúde mental, educação e lazer;
- Vale Transporte Integrado: mesmo em modelos híbridos;
- Gestão de despesas para PJ: separação clara entre gastos, facilitando reembolsos e prestação de contas.
Essa lógica de personalização se torna um ponto-chave: quanto mais autonomia o colaborador tem sobre seus recursos, mais sentido faz buscar modelos de trabalho igualmente flexíveis. É nesse momento que o crescimento do modelo de trabalho PJ se conecta diretamente à evolução dos benefícios.
O crescimento do PJ e a nova lógica do trabalho
O modelo PJ atrai a nova geração por oferecer autonomia financeira, liberdade de escolha e flexibilidade. Gerir o próprio tempo, atuar em múltiplos projetos e diversificar a renda definem a nova lógica do trabalho.
Para acompanhar essa mudança, o mercado exige soluções financeiras específicas. É neste cenário que a Conta PJ Somapay, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026, surge como uma resposta.
A plataforma integra as necessidades de autônomos e empresas. Oferece abertura rápida, gestão 100% digital, facilidade na organização de recebíveis e acesso a crédito PJ pelo app de pagamento.
Em 2026, o foco não é substituir a CLT, mas expandir as possibilidades. As instituições precisam se adaptar e buscar soluções que combinem flexibilidade, tecnologia e benefícios personalizados, atendendo aos diferentes perfis de profissionais e criando um mercado mais dinâmico, plural e alinhado à autonomia que a nova geração busca.
Sua empresa está pronta para esta nova era?